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    Blog de Sylvie Boechat


    Samba a dois e confusões...

    Pois é, como eu disse antes, são tantas coisas para fazer e atitudes por tomar...

    Nessas horas - eu cá com os meus botões - sinto falta de um parceiro para o grande bailado que é a vida...alguém que pudesse me conduzir na pista, atravessando o salão - sem atravessar o meu ritmo, é claro.

    (Curioso como tudo para mim, no final, vira um grande "samba a dois"...Não consigo me desvencilhar da música nem na hora de falar coisa séria...rs!)

    Mas enfim, refletindo sobre esse ano de 2009, penso que ele está se fechando com uma soma de muitas realizações...

    Para ser franca, acho que faz tempo que eu não vivia um período tão ativo e produtivo na "minha" própria vida. Isso, por si só, já foi uma grande benção, pois não sei viver sem a sensação (pessoal) de ser útil, agindo produtivamente para algum fim de transformação.

    Assim, quando lembro do tempo em que vivi apenas como uma dona de casa, repetindo o "todo o dia ela faz tudo sempre igual", tenho a sensação de que a minha vida correu na paralela naquela época...é como se outra pessoa a tivesse vivido por mim. (Esse poder "camaleônico" de adaptação dos geminianos é coisa de outro mundo...)

    Não que eu não respeite ou admire o trabalho de uma dona de casa...pelo contrário, diante do caos em que estão as minhas coisas, certamente precisava de uma dessas para me ajudar; mas, definitivamente, cheguei à conclusão (humildemente) de que não sei fazer esse tipo de trabalho, e quando fico com o saco cheio da minha própria bagunça, o tempo posterior à arrumação, que me proponho a fazer das coisas, não perdura mais de vinte e quatro horas. Basta chegar em casa do próximo compromisso e sair largando os pedaços da minha fantasia por todo lugar.

    Dizem que a desorganização pessoal é uma marca dos artistas, gênios e dos criativos "de plantão",...e que eles se encontram no meio dela.

    Certamente em relação a mim essas pretensões passam longe, mas, de fato, ainda (acho que) me acho no meio do meu caos.

    Se Noel Rosa disse que "quem acha, vive se perdendo", concluo que o contrário também é válido, ou seja, "quem se perde, se acha"...e lá estou eu convicta, ou então, menos culpada, da minha constante desorganização.

    Filosofias e digressões à parte, é tempo de repensar o ano e, nossa(!), como tudo aconteceu rápido demais em 2009.

    Sei lá para onde eu vou daqui prá frente,...estou quase comprando uma bicicleta, já que a "primeira opção" do ditado está fora do circuito.

    E já que tudo acaba em música mesmo, me veio à cabeça a pergunta do Los Hermanos no tal do "Samba a dois":

    "QUEM SE ATREVE A ME DIZER DO QUE É FEITO O SAMBA? QUEM SE ATREVE A ME DIZER?!"

    Sylvie



    Escrito por Sylvie às 00h55
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    Do que é feito o samba?



    Escrito por Sylvie às 00h53
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    Entre um silêncio e outro

    Faz tempo que não escrevo. E não escrevo porque me falta tempo.

     

    Engraçado como, nesse ano que já quer terminar, assumi tantas coisas por fazer e continuo com uma incessante intenção de querer mais e mais.

     

    Sinto-me com a amplitude da mente que ocorre quando se está grávida...aquela abertura  mental voltada para abraçar um mundo de novidades. Mas no caso, agora, focada num punhado de idéias - que espero que não chorem como um bebê desmamado - pela minha incapacidade de realizá-las,...a que antevejo.

     

    São trabalhos (e suas angústias) formais e informais, voluntários e não; uma filha para criar cada vez mais geradora de novos e complexos desafios; compromissos sociais, familiares e (até) espirituais; muitas bagunças para se arrumar; enfim, é um tanto de coisas que do cansaço delas derivado, falta-me criatividade para lançar palavras melhores nesse diário virtual, que se destinava a reservar, em algum lugar, os meus mais interessantes pensamentos.

     

    No entanto, não estou achando nada interessante para dizer, por ora.

     

    Portanto, no silêncio das letras, deixo apenas as notas de uma melodia, sem a "pretensão" de um músico instrumental: aquele que prescinde de voz, mas que tem o condão de expressar-se em puro sentimento. O meu agora é de vazio mental.

     

    Preencham-me agora - notas dessa melodia que embalou tantas vezes a minha adolescência de convívio com as “influências” dos meus irmãos - e me envolvam num sono de paz, porque o dia de amanhã, com as novidades de hoje, impulsionarão outros tantos e complexos sentimentos.

     

    Sylvie

     



    Escrito por Sylvie às 01h28
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    Saudades do Alê, my brother...



    Escrito por Sylvie às 01h24
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    How long would you wait for love?

    Fiquei "mexida" com a pergunta ressonante de "Amor nos tempos do cólera".

    O livro de capa azul, de Gabriel Garcia Márquez, que algumas vezes pairou sobre o criado-mudo em tentativas indas e vindas de leitura, acabou se sucumbindo à versão em DVD...

    Talvez a necessidade de assimilar a vergonha de não ter concluído a leitura no seu tempo, talvez o pretexto de ver o galã (Javier Barden) - que, aliás, é sempre um ótimo pretexto para mergulhar na telona ou telinha - enfim, sabe-se lá qual a razão que me levou a querer ver o filme ontem.

    O presente: a própria estória, lindamente traduzida em película (ainda que eu esteja certa de que o livro é muito melhor)...e uma surpresa: Fernanda Montenegro arrasando no papel de Tránzito Ariza, a mãe de Florentino.

    E a pergunta que não quis calar...

    Isso tudo me fez lembrar de "A ponte para o sempre", de Richard Bach, mais uma literatura de amor sobre o amor...e, curioso é que a lembrança me fez subir na cadeira para retirar o livro da estante e abri-lo, aleatoriamente na página 161, onde reinava um único poema:

    "O azul sereno e luminoso do amanhecer

    A se intensificar com o dia

    Azul...mais azul...o mais azul,

    Nuvens brancas de prazer,

    Alegria transbordando,

    Até o pôr-do-sol

    Envolvendo-nos em suave rosa

    E nos fundindo numa

    Despedida de magenta ardente,

    Alma-Terra e alma-Cósmica

    Explodindo com beleza.

    Quando a noite chegou,

    A lua nascendo

    Riu de lado no escuro.

    Também ri

    E pensei:

    No outro lado do mundo

    O seu céu

    Está repleto com esse mesmo

    Riso dourado,

    E esperei que você,

    Olhos Azuis Cintilantes,

    Visse e ouvisse,

    A fim de que nós três, de alguma forma,

    Nos juntássemos em nossas alegrias,

    Cada um em seu próprio espaço,

    Juntos apartados,

    A distância não importa.

    E eu dormi

    Num mundo

    Cheio de sorrisos."

     

    O acaso é mesmo o desdém dos céticos.

    Não é à toa que ando tão enamorada da Lua nos últimos dias.

    Sylvie



    Escrito por Sylvie às 01h19
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    Guardei para a posteridade



    Escrito por Sylvie às 00h27
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    Indigna-ação

    Nos últimos dias, uma chateação tomou conta dos meus pensamentos. E como esse tipo de coisa, que mais parece o desconforto de um sapato apertado, tem consumido bastante a minha energia.

     

    Um desapontamento, uma decepção, nem sei que nome chamar ainda...Mas uma grande tempestade se fez num copo de água, e fiquei eu por debaixo das “lágrimas” (chuvas) torrenciais, sem, sequer, uma capa de plástico da 25 de Março para me proteger.

     

    Lamento pelas pessoas que, por insegurança de si mesmas, não fazem o “bom combate”, competindo com o uso de seu próprio brilho.

     

    Aliás, repito, sempre, que no céu há espaço para muitas estrelas...resta saber se fazer como tal, com uma pequena dose de criatividade, ou apenas querendo o bem do universo.

     

    Mas, infelizmente, sou levada a crer que os pouco capazes sabem, de fato, que assim o são. Pois só de “imaginarem” ser " tocados na sua deficiência (ainda que escusados pelo fato de que ninguém é obrigado a saber tudo), saem dando tiro para todo lado, como metralhadoras desgovernadas nos morros cariocas. Pena que, assim, fazem constantes vítimas e dores.

     

    Pode-se ser traiçoeiro, sendo neurótico.

    Pode-se jogar com a própria loucura e convencer outros pouco perspicazes, ou os que assim se passam pela falta de coragem de não alterar o rumo da roda da fortuna.

     

    É pena que um sonho de boas ações possa se comprometer com esse tipo de pobreza!

     

    Que Deus não permita...é o que eu espero com os dias que passam...

    Amém!

     



    Escrito por Sylvie às 00h39
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    Ineditismo

    Reação da minha filha ao iniciar a decolagem de seu primeiro vôo (SP-BH): uma crise de risos!

    Reação da minha filha ao passar a primeira noite num "5 Estrelas" (Ouro Minas - BH): quero morar neste lugar!!

    Reação da minha filha ao assistir a minha palestra pela primeira vez: levantar a placa de "tempo esgotado" - quero encontrar as minhas amigas!!!



    Escrito por Sylvie às 22h41
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    Contabilizando: RJ, SP, RS, PE, MG

    Próxima parada:



    Escrito por Sylvie às 01h12
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    Essa mensagem vale para a vida...



    Escrito por Sylvie às 01h03
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    Lembranças à beira do Sena

    Junto à minha rua havia um bosque
    Que um muro alto proibia
    Lá todo balão caia, toda maçã nascia
    E o dono do bosque nem via.
    Do lado de lá tanta aventura
    E eu a espreitar na noite escura
    A dedilhar essa modinha
    A felicidade morava tão vizinha
    Que, de tolo, até pensei que fosse minha.
    Junto a mim morava a minha amada
    Com olhos claros como o dia
    Lá o meu olhar vivia
    De sonho e fantasia
    E a dona dos olhos nem via.
    Do lado de lá tanta ventura
    E eu a esperar pela ternura
    Que a enganar nunca me vinha
    Eu andava pobre, tão pobre de carinho
    Que, de tolo, até pensei que fosse minha
    Toda a dor da vida me ensinou essa modinha

    "Até pensei" - Chico Buarque de Holanda

    (PS: Retribuindo uma delicadeza vinda diretamente de Paris, de um "incorfomado" ex-vizinho.)

     



    Escrito por Sylvie às 21h48
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    Carl & Ellie, nas alturas

    Talvez um dos versos mais inspirados de Lulu Santos seja “tudo o que cala fala mais alto ao coração”.

     

    Pois, de vez em quando, me deparo com essas situações.

     

    Curioso que hoje me senti assim, ao ver, pela segunda vez, UP – Altas Aventuras (Walt Disney), no cinema, junto com a minha avó e a Marina.

     

    Não sei se foi por já saber o que se passaria, mas tive maior atenção nas sutilezas e simbologias presentes no filme, que, entre outras coisas, relata a transformação de um idoso (aparentemente) "rabugento", por influência de uma criança e de seu amor "do passado".

     

    Não sei se porque estava com a minha avó, também idosa, imaginando no que o filme a provocaria de emoções, especialmente por ser ela uma viúva de um amor verdadeiro e eterno.

     

    Não sei se porque tive muitas saudades do meu avô, por vê-lo ali retratado, não pela rabugice, mas pela lembrança dos sinais de amor “explícito” que ele sempre revelou em vida (no caso pela avó que sentava ao meu lado na sessão).

     

    Não sei se porque lamentei por não ter vivido um amor como o deles, do tipo “felizes para sempre”.

     

    Enfim.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    O fato é que, por vezes, senti arrepios pelo corpo e me vi às lágrimas durante a sessão, com a impressão de que gostei muito mais hoje do que na primeira vez, saindo absolutamente sem palavras do cinema, pois que preenchida pelas falas mudas e diretas ao coração.

     

    Outro dia, transcrevi aqui o que um novo amigo, Arleo, me disse sobre como gostava de delicadezas. E estou com ele: num mundo tão desencanado dessas coisas, quando vemos um mergulho criativo em prol da sensibilidade e da delicadeza, temos mesmo que sair assim, calados de paixão, ou como mamãe gosta de dizer: “com um grito parado no ar”, pela contemplação do belo, pela chamada "epifania".

     

    Muitos verão UP pelo seu lado de humor e aventura surreal, reconhecendo-o como um ótimo filme infantil. Afinal, não fosse a semelhança com a recente história do “padre baloeiro”, como imaginar que alguém poderia levar sua casa amarrada em balões de gás para o outro lado da América e encontrar-se com cachorros falantes?

     

    Mas, o filme é maduro e cala pelo apontamento sutil e delicado dos dramas pessoais dos personagens e pelo poder de suas transformações e compensações, seja pela influência mútua que vem da amizade, apta a preencher os vazios da alma, seja pela desvinculação de preconceitos (idoso x criança), seja pela compreensão de que o amor verdadeiro e eterno realmente transcende e pode transformar e estimular o ser “amado para sempre” a seguir em frente, para novas e “altas aventuras”, mantendo-se vivo no reflexo da felicidade que ele puder sentir.

     

     

    Como diria Buzz Lightier:

     

    - Ao infinito e além!!!

     

    Sylvie

     



    Escrito por Sylvie às 01h24
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    Diários em notas musicais

    A música transborda os sentimentos e me rouba as palavras.

    Recentemente aprendi a postar vídeos no blog e vivo um tempo de noturnas descobertas de grandes preciosidades, que me trazem alegrias, saudades, sonhos e canções.

    É a linguagem universal que transcende a obviedade dos meus verbos e se basta para provocar, emocionar e dizer-se.

    Por isso, perdoem-me, leitores, por esse tempo de "coleções" e poucas palavras.

    Sylvie



    Escrito por Sylvie às 23h58
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    A lua de uma saudade



    Escrito por Sylvie às 23h53
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    Vísceras expostas da alma



    Escrito por Sylvie às 23h40
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